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  • Matriz Leta - Previna os riscos de Altura

    Matriz Leta

    Está a ideia central da Matriz LETA*:

    Pensando em diagnose (mapeamento) para trabalhos em altura – está sendo desenvolvida uma ferramenta específica para quantificar o risco de queda com diferença de nível.
    Dentre as buscas para a Matriz LETA estão: garantir de que o registro estabelecido está sendo cumprido, saber o nível de exposição hoje, para se construir e buscar uma meta futura de melhoria. Estas são uma constante para o trabalho em altura, o eSocial busca por melhoria continua. Com a Matriz LETA, começa um registro que pode orientar ações futuras e porque não, justificar abatimento em recolhimentos compulsórios.
    * LETA é a sigla para: local que evita o trabalho em altura. Para NR-35 e para a Matriz a meta sempre será esta – descaracterizar totalmente a exposição ao risco de queda com diferença de nível.
    Registro do risco:
    O risco existe, é preciso fazer um registro consciente deste. Em uma avaliação de riscos apenas dizer que o trabalho engloba atividade em altura é muito genérico, existem trabalhos em altura com risco menor ou maior.
    Registro e mensuração – estes os aspectos que a Matriz LETA busca amparar com especificidade para o trabalho em altura, isto vai poder justificar o tratamento do risco na busca de diminuição deste. A Matriz LETA pode somar a ferramentas e matrizes de análise de risco (AR) consagradas já utilizadas pelas empresas.
    O risco representado por minha (nossa) percepção – tem sua base em:
    • Conhecimento / simbologia;
    • Prática / vivência;
    • Valores / interesses.

    Como utilizar a Matriz LETA:
    • Temos como garantir um LETA?
    • Listamos todas as atividades em altura que realizamos?
    • Conhecemos cenários e frequência de atuação nestes?
    • Nós conhecemos as condições impeditivas? Estas condições impeditivas representam nossa realidade?
    • Conhecemos bem - tecnicamente, as pessoas envolvidas a cultura organizacional que estamos inseridos?
    • Garantimos a implementação da AR e temos processo de acompanhamento e melhoria desta?
    O mapeamento/diagnose do trabalho em altura da empresa será a informação para calcular a Matriz LETA. Esta diagnose geralmente traz também uma identificação do risco que poderá ser comparada com o resultado da Matriz LETA. Nesta diagnose devem ser contempladas por exemplo:
    • Quantas pessoas estão capacitadas na NR-35,
    • Quais são as diferentes atividades,
    • Quanto tempo é utilizado em cada atividade,
    • quais os equipamentos utilizados,
    • quais as soluções de sistemas de ancoragem adotadas,
    • dentre outras.
    A forma de registro e levantamento de dados para carregamento da Matriz não depende de regra única.
    Uma vez com este registro – pode se separar por trabalhador ou por atividade para quantificar resultados independentes e ou macro da atividade na empresa perante a Matriz LETA. Quanto menor o resultado numérico menor o risco.

    Leta

    * Linhas de vida vertical – estes sistemas na sua maioria aprovam utilização em FQ 2. Para tempo de acesso este deve ser o nivel utilizado. Caso utilize a linha de vida com sistema de retenção de queda e venha a otimizar o FQ durante a execução de um serviço devo considerar este tempo com o FQ menor identificado na realidade de trabalho.
    ** PTA – por envolver o cinto se torna um SPIQ. A queda pode ocorrer e preciso estar preparado para a retenção – ancoragem e impacto pessoa/sistema. A Matriz LETA opta por enquadrar a PTA no mesmo nivel de um FQ 1, mesmo sabendo que pode ocorrer um FQ maior.

    Descrição dos vetores do quadro da Matriz LETA:
    • Vertical – divisão em 7 tipos de SPQ relacionados gradualmente levando em conta suas características, consequências e nível do risco;
    • Horizontal – tempo de exposição envolvendo frequência e variação de probabilidade.

    descensorQUEDA DE ALTURA: ter um resultado baixo na Matriz LETA que não seja 0 (zero) é crítico por envolver trabalho em altura. Uma queda por menor que seja pode matar e ter um trabalho de menor risco não pode significar o retirar a atenção deste. Pelo contrário, o trabalho de maior risco mantém a atenção sempre em alta, o trabalho de menor risco gera uma falsa sensação de segurança que deve ser observada. Lembre queda de altura mata – não é porque o risco é menor que minha atenção deve ser menor.

     

    Vamos a alguns exemplos:

    Distribuição urbana de redes de telecomunicação:
    Trabalhador fica 6 horas por dia exposto ao risco de queda com diferença de nível – pelo procedimento da empresa, foi otimizado o risco de queda. Subidas e descidas somadas ao trabalho em FQ próximo a 2 tomam metade do tempo de exposição – a outra metade fica com um FQ 0 mais controlado.
    O resultado individual é o mesmo do que para o grupo de 100 pessoas, uma vez que a atividade é similar. Diminuir o tempo de exposição ou encontrar alternativas de menor risco pode ser possibilidade – por exemplo utilização de PTA.
    Matriz LETA
    FQ 2 x 3 horas (Matriz LETA 10).
    FQ 0 x 3 horas (Matriz LETA 6).
    Como o tempo é o mesmo para ambos podemos somar e dividir por 2 ou seja para a atividade Matriz LETA = 8.

    Cobrindo a rotina de 100 trabalhadores teremos uma Matriz LETA de 800 para a empresa.
    Se conseguirmos aumentar a produtividade com uma técnica de mesmo risco podemos diminuir o número de trabalhadores – por exemplo em 15% - ai teremos para a empresa uma Matriz LETA de 680.

    Manutenção de telhado:
    Trabalhador fica exposto 7 horas por dia, sendo 2 em acesso FQ 2 e as outras 5 com trabalho de restrição de movimentação com um SPIQ.
    Matriz LETA
    FQ 2 x 2 horas (Matriz LETA 10).
    FQ 0 x 5 horas (Matriz LETA 3).
    Como o tempo diferente o cálculo precisa ser proporcional (apenas matemático) o fator LETA 10 terá peso 2 e o fator LETA 3 terá peso 5. (2x10) + (5x3) / 7 fornecendo uma Matriz LETA = 5.
    Possibilidades para diminuir o risco – instalar escadas de acesso com corrimão, linhas de vida permanentes (restrição) no telhado. Alterar a restrição no telhado de SPIC para SPIQ dentre outras.

    Inspeção em conduto forçado de hidroelétrica:
    Trabalho realizado por montagem de andaime:
    30 trabalhadores x 8 horas dia x 14 dias = 3360 total de horas de exposição ao risco.
    Matriz LETA montagem de andaimes com técnica para garantir máximo de FQ – 1. (Matriz LETA 10).
    30 trabalhadores x 14 dias x 10
    Matriz LETA = 4200
    Outra opção é fazer a inspeção através da técnica de acesso por corda (sem andaimes) o que apresenta uma diminuição no tempo de exposição HH (horas homem), muito significativa.

    Trabalho realizado com acesso por cordas:
    5 trabalhadores x 8 horas dia x 2 dias = 80 total de horas de exposição ao risco.
    Matriz LETA técnica de acesso por corda FQ – 2. (Matriz LETA 10).
    5 trabalhadores x 2 dias x 10
    Matriz LETA = 100

    Marcos Amazonas
    Conclusões:
    Como visto a Matriz LETA não tem um formato único de utilização – o importante é gerar registros de como se chegou até o resultado para futuramente comparar este a novas realidades ou ao resultado de outras empresas.
    Utilize a Matriz LETA com responsabilidade – duvidas e críticas podem ser remetidas para: amazonas1973@gmail.com.br

     

     

     

    Siglas utilizadas:

    LETA – local que evita o trabalho em altura.
    SPQ – sistema de proteção contra queda. Ver abaixo que se divide em individual e coletivo.
    SPCQ – Sistema de Proteção Coletiva contra Queda. Pode ser de restrição de movimentação ou retenção de queda.
    SPIQ - Sistema de Proteção Individual contra Queda. Pode ser de restrição de movimentação ou retenção de queda.
    PTA – plataforma de trabalho aéreo
    FQ – fator de queda
    AR – análise de risco
    PT – permissão de trabalho;
    PO – procedimento operacional
    A Matriz LETA foi criada para gerar prevenção do trabalho em altura – conhecer mais para saber como proteger. A ideia do nome LETA vem do Guia de conscientização de trabalhos em altura da Animaseg. A intenção é dar simbologia e força a meta maior da NR-35 que é EVITAR o trabalho em altura – a Matriz LETA quer trazer um parâmetro claro para acompanhar o que a empresa tem feito para diminuição do risco de queda com diferença de nivel.
    Idealização da Matriz LETA: Marcos Amazonas
    Crédito para as ilustrações: R.M.Gussella Próxima Books

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